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Yvan Simoni, a partida de mais um veterano

Yvan Simoni, mais um veterano do Dia D, que partiu

 

Por Themis Pereira de Souza Vianna

 

Recebi da amiga Gisele Danin a notícia do falecimento do veterano da Segunda Guerra Mundial, Yvan Simoni. Destaco a morte dele por que o conheci durante a tarde de 4 de junho de 2014 em Bayeux, Normandia, França. Foi durante um coquetel oferecido pela deputada Isabelle Attard, em sua residência,  aos brasileiros que vieram participar das comemorações do aniversário dos 70 anos do Dia D. Estávamos em três grupos: paraibanos, cariocas e gaúchos (eu e a minha equipe). Na ocasião provamos e fizemos um brinde com o "calvados", uma bebida típica da Normandia.

Pois foi neste contexto de confraternização, que, entre os convidados, destacava-se o veterano Yvan Simoni, devidamente uniformizado e com medalhas no peito. O próprio ensejo da festividade, por si, focava todos os holofotes sobre os verdadeiros personagens do evento, os veteranos sobreviventes. E, nesse momento, ele foi o principal destaque. 

Estávamos todos rodeados de uma atmosfera agradavelmente estimulante, dominada tanto pela novidade de um lugar estrangeiro, quanto pelas pessoas e a língua francesa com seu fraseado melódico. Sentia particularmente uma sensação de estar fora da minha rotina brasileira e, isso, me fazia bem. Entre conversas e apresentações, tive a oportunidade de tirar uma foto com o herói Yvan Simoni. Depois fiquei sabendo que ele, aos 18 anos, desceu na praia de Utah para se integrar à 2ª Divisão de Blindados comandada pelo general Jacques-Philippe Leclerc (isso em 2 de agosto de 1944). Enfim, estava a nossa frente uma testemunha viva da Operação Overlord iniciada no Dia D. E a foto ao seu lado se constituiu o meu brinde histórico.

Chamou atenção a sua postura saudável e lúcida, não aparentando a idade. Seu papel era o de comparecer na medida do possível nas cerimônias oficiais e também o de proferir palestras em escolas e universidades.

Essa sinopse contextualiza um pouco o meu único e breve contato com ele, e, como sabemos, o número de veteranos está cada vez menor. Vencidos pela luta e pela vida, gradativamente eles partem. 

Cada vez mais raros, esses sobreviventes heróis são mais valorizados, uma vez que, o tempo de não poder contar com nenhum deles nas grandes comemorações, está próximo. Lamentamos a sua passagem, mas os seus feitos permanecerão vivos na história. 

Com a neta do veterano Yvan Simoni, na noite da recepção em Bayeux. 

Dia D - Yvan Simoni

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