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Meu tema eterno: minhas filhas

Por Themis Pereira de Souza Vianna

 

 

Meu tema eterno: minhas filhas
 

 

Há assuntos para escrever que nunca se esgotam. Entre eles, sobre o amor, sobre o pai e a mãe, sobre os avós e sobre os filhos. São temas que se sobrepõem à passagem do tempo. E, assim, me justifico de voltar o texto ao seio familiar, destacando mais uma vez,  as minhas duas filhas: a Pamela e a Camila.

No decurso da minha vida já experimentei muitas situações. Na maturidade,  com o meio caminho andado, olho como se estivesse diante de um retrovisor e vejo atrás de mim o que ficou para trás. Esse 'para trás' não é nada mais e nada menos do que abrir o depósito das lembranças somadas e deixá-las emergir como fotografias mentais, para formar um imenso álbum familiar. Um álbum, que em determinados momentos,  empurrado pela nostalgia, vou folheando página por página. Cada virada de página com as suas recordações, isto é, com a sua história — pequenas, grandes, alegres e tristes. 

 

Lembranças! Muitas lembranças!

 

Pamela e Camila

 

Pamela

 

Foi um tempo em que passava horas amáveis numa atmosfera cálida e agradável com elas. Uma, um pouco maior, mais velha, na dianteira. A outra, que recém engatinhava. A Pamela, a quem chamava de Pam e a Camila a quem, até hoje, em horas carinhosas chamo de Mimila.

Vivenciava a sua lenta evolução. Cada uma crescia a sua maneira e cada uma a sua maneira fazia as suas descobertas. Acompanhava aquela curiosidade inocente, pura, diante do frescor de um mundo primaveril, todo a ser descoberto e inteirinho a ser conquistado.

A Pamela, desde a primeira infância, já se mostrava uma pessoa muito franca, muito correta — uma virtude que a acompanha até hoje. Eu valorizo isso.

Era um período bonito que parecia nunca terminar. Eu não estava sozinha. A minha mãe e a minha vó faziam parte dessa atmosfera e vivenciaram juntas aqueles belos 'porquês" da vida das meninas. Respirávamos juntas o ar da infância das minhas duas princesas e juntas desfrutávamos aqueles lindos e mágicos dias.

Claro, havia também os momentos densos. Digo dias de cinza. Dias de crise pessoal. Eu e os meus problemas. Eu e os meus desafios e as minhas insatisfações. No entanto, não estava sozinha. Tinha a presença delas: as duas que me amparavam e as duas pequenas, que me inspiravam. Lembro, quantas vezes, a mão envelhecida e abençoada da minha vó, pousava sobre meu ombro para me apoiar. Um pequeno gesto, mas de efeito milagroso. Como isso me fazia bem! O calor familiar nos acalenta em nossas noites frias.

Mas o tempo não para. E com a sua passagem ele carrega a tudo e a tudo transforma. Tudo é levado como espuma. Olhando para trás, sinto no coração uma tristeza irremediável diante do que passou.

A nostalgia não é uma propriedade exclusiva minha. Há dezenas, centenas e milhares de mães, que em suas reflexões, ficam emocionadas com o filme de lembranças que se projeta em suas memórias.

Hoje, digo agora, nesse instante da concepção deste texto, me encontro nos primeiros dias de 2017. Cada uma de nós está mergulhada em seu pequeno mundo com os seus pensamentos e as suas metas. Mas no íntimo, todas nós sabemos, que podemos pensar diferente, que podemos gostar de outras coisas, que, no entanto,  o que não podemos é nos separar. Os laços afetivos devem ser maiores às diferenças. O mundo de fora nunca caberá em nosso pequeno mundo íntimo. Não importa o nome que se dá a esse pequeno espaço recôndito: casa, lar, família. Mas é nele que acontece o âmago de nossas vidas.

O que importa, nesse pequeno mundo, é o instante presente vivido em ternura e paz.

Quando acordamos desanimadas no meio da noite, as diferenças, as pequenas discórdias, são derrotadas por aquela força que fica no coração de cada uma de nós.

Nessas horas, as belas lembranças me fortalecem e o tempo  presente já não me assusta. Vejo na Pam e na Mimila, duas jovens lindas,  prontas a enfrentar os desafios da vida.

Somos e seremos sempre parceiras. Vamos enfrentar juntas a tudo o que cada novo dia nos trouxer.

 

  

 

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