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Trump, uma repercussão nunca vista antes

Por Themis Pereira de Souza Vianna

 

Estou impressionada com a repercussão da eleição presidencial americana. Nenhum presidente eleito anteriormente ocupou tanto a mídia mundial. E nenhum outro presidente, a não ser Trump, ganhou tantos adjetivos.

A recente eleição presidencial nos Estados Unidos bateu todos os recordes na mídia mundial. Os principais jornais do mundo, os sites, os blogs, além do rádio de televisão, repercutem o triunfo eleitoral de Donald Trump.

Não faltam comentários e opiniões nos jornais brasileiros. Fiz uma passagem pela imprensa mundial, deparei que a Alemanha é o país que mais rebate o resultado eleitoral americano.

Um dos mais importantes jornais alemães, Die Welt, destacou uma matéria com este título: Ein Präsident, so unkalkulierbar wie ein Hurrikan, traduzido, quer dizer: "um presidente tão imprevisível quanto um furacão". Quem escreve é o jornalista , Ansgar Graw, especializado em assuntos internacionais e correspondente  em Washington. Afirma: "Donald Trump não é um Ronald Reagan, ele é pior. E o classifica como um fascista que ganhou o poder através do voto do cidadão americano".  

Segudo Berthold Kohler do jornal Frankfurter Allgemeinde Zeitug, "A vitória de Trump sacode a política europeia de várias maneiras. Manchou a política pacífica e colocou o Ocidente diante de uma revolução". E atacou os que o elegeram, dizendo, "os americanos conseguiram eleger um  pregador neossocialista do ódio".

Klaus Dietter Frankenberger, do mesmo jornal, escreveu que a Casa Branca ganhou um revanchista, "um matador branco" ...  essa é a infeliz realidade que o mundo precisa absorver.  Sua eleição deixa incerteza sobre o futuro dos americanos e uma ameaça ao países europeus" , conclui o jornalista.

O jornal sensasionalista Bild, destaca o título Ein grauenvolles Erwachen für Europa!,  "Uma advertência preocupante para a Europa" , matéria de Karl Theodor. Acrescenta: "uma vitória que desencadeia ondas de choque ao redor do mundo".

Der Spiegel, revista semanal publicada em Hamburgo, também não esconde o seu desagrado, o que se pode ler em algumas frases capitulares no  artigo da jornalista Christina Hebel:  "um mundo se quebra à frente dos nossos olhos", "um terremoto que sacode o mundo".

Essas pequenas passagens, cheias de adjetivos pesados e de palavras preocupantes, quebram o protocolo jornalístico comedido dos alemães. Em parte é compreensível, a Alemanha é o país que mais recebeu imigrantes e refugiados nos últimos dois anos. Em torno de 1 milhão de pessoas das mais variadas nacionalidades pesam no orçamento dos contribuintes, por causa da política de adoção: moradia, aprendizado da língua, verba social e treinamento profissional. Essa política gera um custo muito alto além do descontentamento do povo.

Os Estados Unidos têm 10 milhões de imigrantes ilegais. Estes Trump quer mandá-los de volta às suas origens. 

Sem dúvida, são temas polêmicos, ainda mais, quando é eleito um presidente polêmico como Donald Trump.

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