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O romantismo no namoro acabou?

 

 

Por Themis Pereira de Souza Vianna

De namoro todo mundo entende e todos têm a sua história tanto no singular como no plural. Nossas avós namoraram, nossas mães namoraram,  nós namoramos e nossos filhos e filhas namoram. Todos são autoridades sobre o assunto.

               

O que mudou no namoro?

                Mas se eu falar de maneira como namorar, é provável que o tema ganhe outro fôlego. Há algo que as nossas avós não tinham: tolerância, a liberdade e o smartphone. Devido aos tabus, os namorados não viajavam juntos. Se isso acontecia, tinham que estar acompanhados. Os pais cuidavam muito de suas filhas para que não ficassem "mal faladas".

           Namoro era a porta de entrada para o noivado e o noivado para o casamento. E ponto.

            A comunicação entre os namorados era complicada. Para quem morava em outra cidade, o telefone era um privilégio raro. Dependia do correio. A "rede social" era a carta. 

                Fazer o comparativo entre o namoro de nossas avós e o namoro de nossas filhas é bater em uma velha conclusão: os tempos são outros, os tempos mudaram!

                De fato, eles são outros e mudaram. E como mudaram!

                Quero que me entendam, com o verbo "mudar" não estou fazendo um juízo de valor. Não estou afirmando para pior ou para melhor. Apenas, que o namoro hoje é diferente. Ninguém mais recebe uma carta. Não há mais pretendentes que se apresentam e pedem licença aos pais para cortejar a menina. Hoje, as redes sociais entraram em nossas vidas e revolucionaram o interior da casa. O smartphone entrou soberbo e reina de forma absoluta no coração e na mente dos familiares. O interior da casa é quase um compartimento de pequenas celas individuais, onde cada um está mergulhado em seu mundo, com os seus amigos e amigas virtuais. Enquanto isso a troca de palavras vivas, reais, instantâneas, ficou  cada vez mais rara.  

                A vida atual é um roteiro construído em cima do computador, ou melhor, um smartphone nas mãos. Ficamos viciados. Todos. Este pequeno aparelho mudou o âmago de nosso lar. Isso não significa um "não" ao pequeno aparelho. Ele é importante. Nos conecta com as pessoas do mundo inteiro. Nos leva até elas. Querendo ou não, ele nos conquistou. Nos prendeu. Nos seduziu e nos embriagou.

                      Para não esquecer, a embriaguês altera a rotina e tem o seu  lado perigoso.

                O celular, porém, para os namorados, é a maior maravilha. Permite uma conexão de 24 horas. O "oi... amor!"... pode ser exaustivamente repetido dezenas e centenas de vezes durante o dia e durante a noite.

 

O romantismo no namoro acabou?

       Os teóricos sobre sentimentos divergem sobre a romanticidade na era digital. Para Gisele Miliozi, articulista do site Vila Mulher, somente pessoas muito decepcionadas consigo não são românticas. Complementa: "Esse tal negócio do fim do romantismo parece ser sério e está se alastrando feito uma epidemia, se espalhando rápido, como uma dessas doenças sem cura fácil, ou sem cura mesmo. As pessoas estão sem paciência e parecem não ter muito tempo para ver, ouvir e entender o outro".

        Para mim o romantismo é algo puro e nobre entre as pessoas que se gostam. Claro, ele precisa ser espontâneo. Não deve ser apenas um protocolo de data festiva. Deve ser algo diário. Romantismo, mesmo à distância de anos ou décadas, um casal não poderá passar algum tempo sem as lembranças significativas de um determinado dia, de um determinado acontecimento, de um determinado lugar,  sem sentir uma saudade profunda e simbolizar essa saudade profunda com um presente, mesmo pequeno, uma caixa de bombons, uma flor, uma garrafa de vinho, um perfume ou qualquer outro presente.

        Ainda vejo casais bastante românticos. Isso é bonito. Sinal que a frieza e a brutalização ainda não venceu a raça humana. Concordo com a Gisele Miliozi, o romantismo não acabou. O romantismo não tem limites. Nos deixa mais sensíveis.

     Romantismo é um estado de espírito que mistura fantasia, sonho, lembranças, ternura e aproximação com a pessoa amada.

        Repito a minha afirmação: felizmente, ainda há muitos namoros românticos.

       E para esse Dia dos Namorados sugiro ouvir uma canção clássica, Endless Love, composta e cantada por Lionel Richie (com Diana Ross). O sucesso da música foi tão estrondoso que se tornou um hit oficial de casamentos. Tanto a letra como a música são tocantes. A canção ancorou o filme com o mesmo nome em 1981.

 

   

 

 

 

 

 

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