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O que vem em primeiro lugar?

O que vem em primeiro lugar?

 

Por Themis Pereira de Souza Vianna

 

 

Sobre a pergunta – “o que vem em primeiro lugar?” – que postei no Facebook, na semana passada, houve muitas manifestações. Acho que todas são válidas.  

Mas, tenho o dever de escrever algo a respeito, embora, sem emitir uma opinião finalista. Lembro que Aristóteles, filósofo grego, priorizava a amizade. Segundo ele, “a amizade multiplica a felicidade”. Mas, advertiu, “os amigos não podem ser muitos”.  “Ser amigo ideal para muita gente é impossível”. “Quem tem muitos amigos não tem ninguém”. “A amizade exige retidão, lealdade, dedicação”. “A amizade não aspira outra coisa senão o bem da outra pessoa”. E completa com a afirmação máxima: “O amigo é uma alma em dois corpos”. O que significa, os amigos estão unidos, grudados um ao outro. O que é impossível a uma pessoa enclausurada em seu próprio ego.

Sem esquecer, para o filósofo, somente um sábio poderá ser um bom amigo. Porque a excelência peculiar ao homem é a sua faculdade de pensar. Ele excede e domina todas as outras formas de vida: bondade, virtudes, justiça...

Nessa linha de raciocínio, a sabedoria leva o homem às virtudes e o capacita de oferecer a verdadeira amizade. E, por extensão, a sua retidão será o exemplo aos seus familiares, o orgulho para os seus compatriotas e o refúgio aos seus amigos.

O pensamento de Aristóteles é bem interessante, pois mescla à amizade como causa e consequência de todas as virtudes. Mescla inteligência com sentimentos. E, por fim, coloca a felicidade como um resultado à pessoa que sabe ser verdadeiramente amiga.

O assunto não se esgota aqui. Acho que não há ponto final. Mas, pensando bem, quando optamos por responder a “família”, a afirmação é válida. Uma pessoa com essas credenciais amará a sua família e será um orgulho para os seus queridos. 

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