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Marcela Temer em evidência

Marcela Temer em evidência

Foto crédito Zanone Fraissat

 

 

Por Themis Pereira de Souza Vianna

 

Bastou a revista Veja elogiar Marcela Temer (esposa do vice-presidente) com a frase "bela, "recatada e do lar", para que os plantonistas oficiais pichassem o assunto com críticas e ironias típicas de "se eu não tenho argumentos vou borrar a pessoa com conceitos ridículos". 

 

Há um antigo axioma no jornalismo: "As circunstâncias ditam as notícias". São as circunstâncias que, nos últimos dias, dão notoriedade à Marcela Temer, tanto na imprensa quanto nas redes sociais. Fazem dela o assunto para todas as opiniões.

No espaço da imprensa séria, a Marcela está ganhando destaque não apenas pela sua beleza, mas pela sua discrição pelo fato de evitar os holofotes. É tímida e foge da badalação.  Sua expressão de inocência e recato chamou a atenção da imprensa internacional no dia de posse do marido como vice-presidente. Seu rosto cabe nas capas das grandes revistas, nos anúncios comerciais das grifes e nas edições nobres de moda. É tipo de mulher que não precisa justificar nada. Está aonde está por seu mérito.

O estranho é que não houve qualquer crítica no ato da posse da presidente e do vice. Nada importunou o esquadrão oficial. No entanto, nos últimos dias, de repente uma matéria publicada numa grande revista azucrinou o mundo petista, que imediatamente acionou o seu pelotão de "blogueiros" bem remunerados. 

A evidência de Marcela (o que irritou a turma)  está no status potencial dela se tornar a primeira dama do país. Os holofotes e os flashes, ditado pelas circunstâncias, voltaram-se a ela. Acabou roubando a cena de muitas madames, o que é perigoso para o brilho que ofusca a luz petista. E, como não podia deixar de ser, é laureada por uns e depreciada impiedosamente por outros.

Como sempre, boa parte das pessoas, enxerga apenas aquilo que quer enxergar e não o que a realidade mostra. É o lance da colunista referida, que através de seu olhar cegado por ideologia e um tipo de feminismo invejoso, procurou sem escrúpulos desqualificar uma matéria elogiosa publicada pela revista Veja e outros setores da imprensa séria. 

Pessoas presas, e porque não dizer à inveja, ao ciúme e ao ódio precisam desesperadamente desfazer, desmerecer e ridicularizar para  com esses meios desqualificar a pessoa que brilha por algum motivo incomum.

A noção de tempo e de espaço dessa patrulha ideológica continua atrás daquele muro encardido sem ter a consciência de que ele foi derrubado em 9 de novembro de 1989. Essa barreira física do sobrevivente muro mental mantém vivas as velhas táticas fascistas de distorção e difamação.  

Obscuridade e atraso encarnado no lulopetismo da ranzinza senhora Rousseff, coisas das quais o povo esclarecido vai às ruas e se quer livrar de uma vez por todas.

Meu foco aqui não é fazer uma apologia estética de Marcela Temer em sua conduta recatada e distinta. E muito menos faço uma defesa de Michel Temer, seu marido, que se confirmada a culpa no cartório político, ele deverá se submeter ao rigor da lei. Meu destaque, porém, é sublinhar a capacidade de distorção dessa gente, que os mais exaltados chamam de "mundo petralha", cujo espaço íntimo está preenchido de uma penumbra cinzenta e fétida semelhante às masmorras medievais infectadas pela peste bubônica.

Qualquer elogio a uma pessoa adversária, como a revista Veja o fez a Marcela Temer, a patrulha cai em cima como a bactéria Yersinia pestis, se multiplicada em cima dos ratos medievais, que disseminaram o terror da peste negra na Europa.

Aliás, esgoto, rato e peste são trinômios acasalados. São três componentes que se retroalimentam, que se estendem a um outro trio: inveja, ignorância e fanatismo.

O momento, digo as circunstâncias brasileiras, não são para exaltar a beleza invejada da Marcela Temer. O momento é o de continuar em uma exigência persistente por uma profilaxia profunda para estancar de vez a proliferação das bactérias danosas da corrupção que se entranharam nas vísceras do país. Para isso a única assepsia é o da punição dos corruptos. Todos. Todos.

Uso a imagem da  bactéria " Yersinia pestis" como uma metáfora muito precisa para descrever a ideologia do atraso que se apoderou da nação e que luta desesperadamente para achar uma fórmula de imunidade para sobreviver, posando de vítima e acusando os opositores de golpistas, como o faz a senhora Rousseff.

 

 

Aliás, a circunstância brasileira exige uma ação efetiva em cima de cada publicação petralha, que por mais de uma década abafou o pensamento divergente. No momento político do país é necessário mostrar que o tempo dos cordeirinhos passivos acabou. Não podemos mais encolher o rabo no meio das pernas sem publicar o nosso pensamento, a nossa posição, a nossa crítica. Até vou transcrever a frase conclusiva da colunista, que sem medo de errar, a metaforizo como uma pessoa contaminada pela bactéria Yersinia pestis ("petista"). Transcrevo aqui o que ela publicou: "A Veja, a direita e os golpistas (agora sendo redundante, já que se resumem à mesma coisa) não querem as mulheres poderosas. Eles querem mais Marcelas e menos Dilmas. Mas continuarão só querendo".

A colunista esqueceu algo importante: a Veja, a direita e os chamados golpistas junto com a parte descente do Brasil, estão unânimes de se verem livres das "dilmas" e da pandemia patogênica contagiosa do petismo.

Parodiando e parafraseando a autora do texto, que em sua coluna se identifica como feminista e poetisa:  (é redundante que, petralhas, Yersinia pestis e corrupção, se resumem à mesma coisa).

Por isso, Marcela Temer, cuidado! ... Enquanto não acontecer a assepsia política plena, o perigo da pandemia das bactérias invejosas continua infectando.

 

Marcela Temer

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