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A voz de indignação nas ruas

 

         Uma reflexão sobre as inúmeras contradições e inverdades de Lula. Uma pessoa que é capaz de se chamar de "alma mais honesta do Brasil" e capaz de se colocar acima das leis,  acima das instituições e, por fim, pousar de vítima.  

 

 

Por Themis Pereira de Souza Vianna

 

Nota para o leitor

Caro leitor, a matéria que segue é um artigo pesado, chato para leitura, mas repleto de dados tirados dos jornais de 2008 para mostrar alguns fatos de apenas um dos anos do governo lulopetista. Época que não se pode culpar a Lava Jato nem o Sergio Moro. Essa leitura deve ser encarada como o remédio amargo, difícil de engolir, mas bom para a saúde. E você poderá chegar à conclusão que o homem mais honesto do Brasil não é tão honesto, nem tão justo, mas um homem extremamente incompetente, irrascível, arrogante e grosseiro, que não reúne as mínimas condições (ao lado de outros) para exercer o ofício de um cargo no governo. 

 

Em cada contradição há pelo menos uma mentira. Lula assumiu a presidência em 2003. Em seus comícios acusava o seu antecessor pelo uso de MPs (Medidas Provisórias). Chamou o recurso de um ato arbitrário contra a democracia. Disse que "medida provisória" é coisa que cheira ao governo dos "milicos", referindo-se ao governo militar. Mas, terminado o seu primeiro mandato, Luis Inácio Lula da Silva, bateu todos os recordes, editou 319 MPs, mais ou menos uma a cada seis dias.

Lula condenou o uso de recursos públicos na presidência anterior, em 2007, segundo o jornal DC (02.02.2008), torrou em média 11,1 mil por dia utilizando o chamada "cartão corporativo de crédito e débito". No dia seguinte, o jornal ABC de Novo Hamburgo, publicou uma matéria denunciando que em Santa Catarina, onde morava Lurian, filha de Lula, foi descoberto um gasto de 135 mil, pago com o cartão corporativo do Presidente, numa loja de decorações.

O jornal Zero Hora de 5 de fevereiro de 2008 publicou, que os 150 funcionários ligados à presidência, cada um com cartão corporativo, gastaram no ano anterior 16 milhões de reais, destes, 15,2 milhões sob o manto de "sigilosos" (sem precisar prestar contas).  

O mesmo jornal, na mesma edição, revelou também que houve em Santa Catarina um segundo gasto com a utilização do cartão presidencial, desta vez foram 55 mil reais usados em compras numa loja de autopeças.

Lula durante as campanhas eleitorais esbravejava contra as mordomias dos ministros do antecessor, uma comprovada contradição foi publicada na ZH de 9 de março de 2008, que revelou o uso rotineiro e sistemático dos ministros lulistas  de jatinhos da FAB.

Em março de 2008, a imprensa nacional levantou mais uma denúncia, o PT teria recebido doações ilícitas pela Bancop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo), onde João Vaccari Neto havia sido diretor.  Naquele ano o mundo petista caiu em cima da imprensa por fazer alarmismo falso. Estranhamente, o PT  nomeou Vaccari como tesoureiro do partido. Hoje ele está preso pelo envolvimento dos Serviços da Petrobras com empreiteiras investigadas na operação. 

Em 2008, 11 de abril, novas denúncias foram publicadas sobre os gastos com o cartão corporativo da Casa Civil da Presidência da República, na Galeria Lafayette, em Paris, na lista protegida por "sigilo".  Uma semana depois, a imprensa noticia a descoberta de um saque gradativo entre 2003 a 2007 em boca de caixa (dinheiro vivo), de um valor de 72,5 milhões de reais sob o manto "sigiloso" (Diário de Canoas, 18 de abril de 2008, p. 26). Dia 20 de abril, a imprensa levantou um gasto de 4 milhões nos "suprimentos de fundos". A assessoria presidencial se negou a dar explicações.  

O dinheiro continuava a jorrar. Passada uma semana, o Brasil ouviu dos meios de comunicação o preço de uma limpeza no Ministério das Relações Exteriores: 4,6 milhões de reais (ABC, 25 de maio de 2008).

Em julho, o Ministério do Desenvolvimento Agrário é indagado sobre o gasto de oito milhões com o contrato de uma empresa para "organizar eventos". Nada foi esclarecido e tudo ficou por isso.

Até a metade de 2008 foram contabilizados 3.090 novos cargos para Lula. Os escolhidos foram designados para atuarem como "técnicos de políticas sociais" (ZH, 13 de agosto de 2008, p. 7).

 

Enquanto a gastança rolava frouxa, o BIRD apontava a burocracia e a carga tributária brasileira como um dos piores países ao lado do Chade e da Guiné Bissau (dados do ranking do Banco Mundial, publicados na Zero Hora de 18 de agosto de 2008).

O fato mais escandaloso foi o repasse de 13 bilhões às ONGs sem qualquer clareza o que foi feito com o dinheiro.

 

As denúncias foram levadas à CGU (Controladoria Geral da União). Nada aconteceu. 

Quase no fim de 2008, a crise fiscal batia nas portas e a insegurança nas ruas das principais capitais se tornava alarmante, descobriu-se que 79% dos 14 bilhões destinados à segurança não chegaram ao setor. E para a amargura do cidadão contribuinte, naquele ano foram gastos 15 milhões de reais  em uma propaganda milionária para mostrar que o Brasil se tornara um país seguro (ZH, 12 de novembro de 2008). 

 

Terminado o ano, a revista Veja, odiada pelos petistas, denunciou que o quadro de pessoal no governo de Lula tinha aumentado de 38% , sem haver onde colocar tantos funcionários públicos (Veja, 10 de dezembro de 2008).

Vou parar por aí. Os dados são cansativos. Mas é o jeito de mostrar ao leitor, para ter um ínfima ideia de apenas uma fatia do governo Lula, que na propaganda oficial, colorida e bonita, pintava como um dos melhores que o Brasil já tivera. As vozes dos economistas não foram ouvidas, que o incentivo à gastança teria suas consequências adiante.

Lula pintou e bordou. A oposição estava acuada, porque boa parte temiam o recrudescimento do mensalão, ao qual estavam amarrados.

Eu fico imaginando se tivéssemos na época um Sérgio Moro e uma Lava Jato!

Vamos mudar um pouco a direção do texto. Vamos ao momento presente. Estamos num novo tempo. Um tempo em que alguns setores da Polícia Federal e alguns juízes tomaram a coragem de assumir os seus papéis como segmentos independentes do governo, decidiram revelar ao povo as urdiduras das entranhas de um governo que está levando à falência o País por incompetência e corrupção.

Pela primeira vez alguns dos caciques do partido estão na cadeia. João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, recebeu sua primeira condenação no escândalo da Petrobras. O juiz Sérgio Moro aplicou uma pena de 15 anos e quatro meses de prisão por lavagem de dinheiro, associação criminosa e corrupção. Vaccari é acusado de intermediar ao menos 4,3 milhões de reais em propina para o partido.

E diga-se também que não há inocentes do outro lado. A cada novo dia a Lava Jato descobre novos ninhos de ratos. E, chegou o momento de pegar o grande líder, que prometeu abafar os protestos com "porrada" e, colocando-se acima da lei e das instituições, atacou com palavrões a Polícia Federal,  os meios de comunicação e até o Supremo Tribunal Federal.

Sua retórica chegou aos ouvidos dos atingidos. Celso de Mello, do Supremo Tribunal, publicou esta nota:

 

"A República, além de não admitir privilégios, repudia a outorga de favores especiais e rejeita a concessão de tratamentos diferenciados aos detentores do poder ou a quem quer que seja", continuou o decano. "Por isso, cumpre não desconhecer que o dogma da isonomia, que constitui uma das mais expressivas virtudes republicanas, a todos iguala, governantes e governados, sem qualquer distinção, indicando que ninguém, absolutamente ninguém, está acima da autoridade das leis e da Constituição de nosso país, a significar que condutas criminosas perpetradas à sombra do poder jamais serão toleradas e os agentes que as houverem praticado, posicionados ou não nas culminâncias da hierarquia governamental, serão punidos por seu juiz natural na exata medida e na justa extensão de sua responsabilidade criminal".

 

Para fugir da cadeia, Lula aceitou a blindagem de um cargo, mesmo jurando de mãos juntas que não foi esse o motivo. Claro, e não poderia ser diferente.

                                               

É muito raro, mesmo nas repúblicas mais corruptas, um denunciado ser conduzido ao status de ministro e assumir a Casa Civil. 

Isto nos entristece muito. O desfecho dos fatos reais não são iguais aos dos filmes e dos mitos onde a justiça triunfa e o criminoso é punido.

No nosso caso, os corruptos são como a sombra que não nos larga: nos seguem em toda a parte.

Mas a voz da indignação popular não se calará. Os protestos continuarão.

O País está quebrado por incompetência e corrupção de uma ideologia que  precisa ser tirada do poder. A insatisfação popular irá crescer gradativamente.  Domingo dia 13 de março, mesmo sob muitas ameaças, o povo foi às ruas e o Brasil inteiro viu o  maior movimento de massa na história brasileira. 

A a voz das ruas ficará cada vez mais alta e ela penetrará no interior dos palácios fortalecidos, ecoará pelos corredores e chegará ao leito dos que atropelaram todas as evidências da Lava Jato com  ardilosos subterfúgios, menosprezarando o direito do povo saber das maquinações secretas travadas nos bastidores trevosos. 

Sem argumentos para refutar as evidências, procuram desesperadamente desqualificar o juiz Sérgio Moro, apegando-se a casuismos jurídicos.

 

                

 

                              

 

*Para conferir o crédito das ilustrações, o nome dos chargistas foi mantido na respectiva criatividade. 

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