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Lygia Fagundes Telles 

Lygia Fagundes Telles para o Prêmio Nobel de Literatura

 

Por Themis Pereira de Souza Vianna

 

O Prêmio Nobel de Literatura é um dos maiores do mundo no gênero. O vencedor além de receber uma medalha de ouro com a efígie de Alfred Nobel, gravada com seu nome, entregue pelo rei da Suécia, recebe ainda um diploma com a citação da condecoração e um valor em dinheiro acima de um milhão de euros (10 milhões de coroas suecas).

            Mais de 70 nações já receberam a distinção do Nobel em uma de suas modalidades. Infelizmente o Brasil ainda se mantém entre aqueles sem premiações em qualquer modalidade até agora (Física, Química, Fisiologia ou Medicina, Literatura, Paz e Ciências Econômicas).  A América do Sul já tem cinco ganhadores: Argentina, Chile, Colômbia, Peru e Venezuela.

            Alguns críticos insistem em enquadrar como um brasileiro vencedor o nome de Peter Brian Medawar, Nobel de Fisiologia/Medicina de 1960, por ter nascido em Petrópolis, Rio de Janeiro. Na verdade, ele foi filho de uma cidadã inglesa e pai libanês. Sequer foi registrado como brasileiro, porque sua mãe requereu o registro da certidão de nascimento junto à Embaixada Britânica. Seus pais logo deixaram o Brasil e se estabeleceram na Inglaterra, onde recebeu toda a formação, culminando na Universidade de Oxford. Sua nacionalidade brasileira não é reconhecida pela Fundação Nobel, nem pelo governo britânico.

            O país recordista absoluto é os Estados Unidos com mais de 300 premiações, seguido pela Inglaterra e Alemanha.

            Entre as muitas esperanças dos brasileiros para 2016, está o de ter uma personalidade nacional detentora do maior prêmio mundial por algum feito que tenha contribuído para a cultura e o bem da humanidade.  Pois, no dia 3 de fevereiro, a escritora paulista de 92 anos, Lygia Fagundes Telles, foi indicada pela União Brasileira de Escritores (UBE) para concorrer ao Nobel de Literatura 2016.  A autora tem obras traduzidas para o alemão, espanhol, francês e inglês; italiano, polonês, sueco e tcheco, além de adaptações de suas obras para o cinema, teatro e televisão. Recebeu prêmios como Camões (2005) e Jabuti (1966 e 1974).

            Principais romances: Ciranda de Pedra, 1954; Verão no Aquário, 1964; As Meninas, 1973 (Prêmio Jabuti); As Horas Nuas, 1989. Além deles, ela publicou 20 livros de contos; 10 participações em coletâneas; dois livros de crônicas e o seu livro As Meninas foi levado ao cinema.

            Torço muito pela escritora para que de uma vez por todas algum brasileiro rompa o vazio dessa lacuna e coloque o Brasil entre os vencedores do Prêmio Nobel.

 

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