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Pequenas desbravadoras

Por Themis Pereira de Souza Vianna

 

Pequenas desbravadoras

Veleiros do Sul - Escola de Vela Minuano

 

Camila e Manuella Toimil Geyer de Oliveira

Camila com a minha companhia

 

Todas as vezes que passo pela orla do Guaíba, eu fico impressionada com o potencial náutico e turístico que ele oferece. “Poucas cidades têm esse presente divino, um estuário desse tamanho”, afirma o historiador Sergio da Costa Franco.  Apesar desse reconhecimento, acho que essas águas poderiam ser ainda mais aproveitadas.

Por outro lado, desde a minha infância, o “Guaíba é pátio da minha casa”. Por influência de amigos, aprendi a navegar em suas águas. Hoje, a Camila, minha filha segue o mesmo caminho. Durante três dias da semana, ela faz treinamentos com o professor Ricardo Titoff.

Eu acredito que a prática esportiva sistemática tem um alto valor educativo, principalmente, na parte disciplinar. Os gregos valorizaram a atividade física organizada, evidenciando os jogos e os enfrentamentos competitivos, como uma forma de preservar a saúde, um meio para adquirir a beleza e a força física. Acima de tudo, para adquirir o senso disciplinar como elemento da ordem social.

Seguindo essa linha de raciocínio, cito uma parte de um pronunciamento dado no Veleiros do Sul pelo diretor do EVM (Escola de Vela Minuano), André Streppel, na ocasião da conclusão da etapa de um treinamento de crianças e jovens: “Quando alguém é colocado na escola de vela, não é apenas para aprender a velejar. É também para aprender algo novo... não é apenas sobre montar um barco, caçar uma vela ou manter o barco no rumo certo. É sobre o sentir-se desafiado, enfrentar seus medos e se conhecer cada vez melhor e mais cedo para então aprender a manter sua vida no rumo certo. Quantos de  nós adultos, temos dificuldades para lidar com as mudanças? A vida insiste em mudar constantemente. E o vento também. Não dominamos as mudanças do vento. Mas se treinados, somos capazes de nos adaptar rapidamente e seguir adiante. Que bom aprender isso enquanto criança num ambiente saudável! Autoestima, concentração, paciência, tolerância a frustração e sensibilidade. Estes são apenas alguns valores trabalhados na vela. A escola da vela termina aqui, mas a escola da vida não tem fim”.

Na verdade, juntei dois pronunciamentos distintos e quero repetir os cinco conceitos mencionados: “Autoestima (ajuda a pessoa a ver-se melhor); concentração (mente disciplina para não se perder em dispersões); paciência (nunca se precipitar) e tolerância em relação à frustração (não revidar à provocação, não desistir diante de uma derrota, não desanimar) e sensibilidade (não desprezar a intuição e dar ouvido aos sentidos).

Sem dúvida, o esporte sistemático é altamente disciplinador. Ele deve ser estimulado pelos pais, pelos professores, pelos meios de comunicação. É necessário tirar as crianças, os jovens, enfim, todas as pessoas da frente do computador, da frente da televisão, para fazê-las se mexerem. Nada melhor do que o esporte.

Não posso deixar de exaltar a importância do Veleiros do Sul. Meu olhar sobre ele vai além de uma entidade de lazer. Ele, de certa forma, é uma entidade educativa à beira do Guaíba. A sua estrutura e a sua escola náutica me levaram a matricular a minha filha mais jovem, a Camila, aos treinamentos de vela, conforme já mencionei. A Camila aceitou o desafio de treinar três dias semanais consecutivos, independentemente das condições climáticas.

A Camila forma dupla com a jovem Manuella Toimil Geyer de Oliveira atuantes na classe 420. O barco mede 4,29 m, um barco que possui três velas e um trapézio. A classe se tornou popular pelas suas regulagens, na medida em que pode ser ajustado de acordo com o seu peso e habilidade.

Escrevi esse texto para constatar publicamente minha satisfação em ver a Camila adquirir, cada vez mais habilidades motoras, físicas e aprimorar um condicionamento disciplinar na escola náutica do Veleiros do Sul.

Tiro um tempo para levá-la aos treinamentos. E aproveito para espiar as velas enfunadas pelo vento, refletindo clarões e diminuindo de tamanho à medida que se distanciam nesse imenso manancial, o estuário do Guaíba.

O prazer aumenta sabendo que lá na distância está a Camila e a sua amiga Manuella, as duas pequenas desbravadoras, a timonear o barco, num ato de desafio ao vento para dominá-lo.

Formatura da Camila e Manuella na formatura do semestre de Vela Jovem (EVM). Ato no Veleiros do Sul. 

A turma com o professor e instrutor Ricardo Titoff

 

Como o certificado na mão, Lara Justo Streppel, filha de André Streppel, diretor da Escola de Vela Minuano do Veleiros do Sul. 

                                                                                               

 

 

Doação

Convido a todos os interessados para um coquetel no Veleiros do Sul, onde colocarei à venda o meu livro lançado na última Feira do Livro de Porto Alegre: DIA D Relato de Viagens, História e Opinião. Um livro para o qual realizei várias viagens à França para tomar conhecimento dos locais históricos a fim de fundamentar melhor o texto da obra. 

Doarei 10% da venda à Escola de Vele Minuano do Veleiros do Sul, a título de incentivo ao esporte náutico.

A data será comunicada neste site e em outros meios publicitários.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

            

 

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