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Sérgio Moro em Alta

Por Themis Pereira de Souza Vianna

 

Um nome que aparece com o rosto de todos os brasileiros que clamam por ordem e justiça

 

Nossos leitores, em número de quase três mil, nos indagaram nosso posicionamento sobre as manifestações deste domingo em todo o Brasil. Claro, não estamos omissos. Segue a nossa opinião. 

           

               Quando não temos mais segurança para andar na rua e não podemos mais contar com a força policial para proteger-nos. Quando a saúde é um caos. Quando o lixo toma conta das calçadas e as paredes dos prédios ficam poluídas de pichações. Quando a justiça se torna cega e o crime prospera. Quando a propina corre solta nas barbas da República. Quando olhamos para o nosso governo maior e não conseguimos enxergar outra coisa a não ser incompetência, gastos excessivos e a sua imagem associada com os principais saqueadores dos cofres da Petrobras. Percebemos que toda a nossa fé, todos os nossos elevados valores se evaporaram e chegamos à conclusão que vivemos uma situação de decadência social, de falência econômica, junto com uma crise ética jamais vista e jamais vivida neste país.  Como calar diante de tamanha podridão?

       Mas nem tudo está perdido. Nesse quadro dolorosamente triste e revoltantemente nojento, de forma discreta e quase anônima, despontou um jovem que não se intimida diante das forças criminosas entranhadas, diante dos que afirmam não terem visto nada e não terem ouvido nada. Sérgio Moro, esse juiz jovem de Curitiba, deflagrou um verdadeiro tufão varredor ao apanhar os  corruptos, um a um, para enfileirá-los na cadeia. Isso nunca se viu antes. E o desanimador cenário ganha novos contornos. O comportamento desse juiz corajoso nos enche de alento.

            Com audácia, coragem e firmeza ele enfrenta o dragão  gigante que dormia esplendidamente na impunidade. Dragão que encarna a elite dos engravatados e pessoas influentes dos principais partidos políticos. Mas o dragão não quer entregar-se. Ele apela as suas costas quentes, resiste, se debate, cuspe fogo e ruge ameaças invocando perseguição política.  

            Mudando de linguagem. Vou deixar as metáforas de lado e ser bem clara e objetiva: Sérgio Moro é o nome do momento. Mas não podemos correr o erro de atribuir-lhe a perfeição e a infalibilidade, nem elevá-lo a um deus ou construir-lhe um altar. Devemos deixá-lo ser apenas um homem comum, como ele o quer. Os holofotes não o atraem. Nem precisa deles. Sua atitude é como se estivesse encostando a sua mão em nosso ombro num gesto que diz: "apenas aguardem, eu vou chegar lá!" E nós acreditamos, aguardamos e o admiramos. É o homem que aparece com o rosto de todos os brasileiros que clamam por ordem e justiça. É o irmão maior que os inimigos temem e procuram por todos os meios desacreditá-lo com a mesma tática que praticam contra a imprensa que não reza a cartilha deles.

            Os afiliados do dragão chamam Sérgio Moro de "vingador nato", de "touro que leva a boiada ao precipício", de "a encarnação do ódio" e por aí vai. Tudo isso porque ele levantou o tampão da cloaca. Desmantelou os que se deliciavam com os bilhões de dólares usurpados. Desmascarou também os que vitaminavam campanhas eleitorais às custas da estatal maior.

         Sérgio Moro não se importa com os que o hostilizam. Sabe que são vozes isoladas, entre elas, as que perderam sua galinha dos ovos de ouro.  

           Se alguém tem dúvida sobre a preferência popular no momento, imaginemos um estádio lotado onde o locutor anuncia três nomes: o nome do juiz, o nome da pessoa que nos governa e o nome daquele que nunca sabe de nada. Quem será aplaudido em pé? E quem receberá estrepitosas vaias com muita indignação e muita revolta? 

 

 

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