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Venezuela rumando ao totalitarismo

 

É preocupante o silêncio da imprensa brasileira em relação aos acontecimentos na Venezuela. O que está por trás? 

Daí a importância do cidadão brasileiro buscar informações na imprensa mundial. Ler os principais jornais europeus, que não estão comprometidos com qualquer filtro ideológico.

O noticiário da Deutsche Welle mostrou, em matéria recente, a preocupação dos europeus com o rumo de alguns países da América Latina, que avançam com um sutil sufoco à imprensa, aliciam os políticos de oposição e, aos poucos, rumam ao poder total, principalmente, a Venezuela. "Preocupa-nos a criação da chamada Brigada Especial na Venezuela com objetivos de acabar com os protestos e incentivar à delação  entre cidadãos mediante a figura do "patriota cooperativo", diz Víctor M. Mijares, do Instituto Alemão de Estudos Globais e Regionais (Giga), salientando o estado militar-policialesco e totalitário existente no regime de Maduro.

"O serviço militar é obrigatório para pessoas físicas e jurídicas – entre os 18 e os 60 anos – e não tolera objeções de consciência. Quem não se inscreve não pode tirar carteira de motorista nem receber título universitário ou posto de trabalho no setor público ou privado. "Se impõe, assim, a noção de cidadão combatente, subordinado, sem possibilidade de dissidência, à figura do presidente, que é comandante das Forças Armadas", diz o especialista Ivo Hernández, da Universidade de Münster.

"Como se isso não bastasse, com a ajuda do regime castrista em Cuba, os bolivarianos cruzam a informação proporcionada por esse novo alistamento militar com a de outras bases de dados, que permitirá ao governo venezuelano saber quem é quem, o que faz com determinadas pessoas, onde, quando e para quê. E isso propicia um controle quase total sobre a população. É uma situação muito grave", acrescenta Hernández. O especialista considera que, para os venezuelanos, isso significa a perda da condição de cidadãos.

"Tudo isso feito por países com sistemas que ainda se dizem democráticos", acrescenta, Ivo Hernández, ironizando o uso e abuso da palavra democracia na boca de ditadores.

Para quem viu o muro de Berlim cair no dia 9 de novembro de 1989 e ter acreditado que o mundo sepultou um pesadelo, o quadro político de alguns países latinos evapora tal ilusão. Passa a valer aquela surrada frase, gasta e velha, mas, de repente, fica nova: "O comunismo é um fantasma que se recusa a ficar na sepultura".

Talvez, por essa razão, a Alemanha que viveu um pesadelo semelhante, está preparando um grande evento comemorativo para o dia 9 de novembro, lembrando os 25 anos da queda de um dos muros mais contraditórios da história. Um muro que os seus artífices ergueram com o propósito de defender a democracia.

Democracia? 

 

 

Fonte:http://www.dw.de/militariza%C3%A7%C3%A3o-avan%C3%A7a-na-venezuela/a-17899475

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