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O privilégio de sediar a grande final

Por Lauro Patzer

 

Neste domingo termina no Brasil a Copa do Mundo. O resultado da competição pode ser contabilizado por números, estatísticas e opiniões. E, com certeza, as próximas semanas trarão à luz do dia muita coisa oficialmente ocultada de um cenário administrativo de politicagem, corrupção e descaso.  Mas, o momento é aquele para o qual o mundo de futebol está olhando: a grande final no Maracanã entre a Alemanha e a Argentina. Um deleite para as bolsas de apostas. Inclusive, há pessoas apostando se a presidência brasileira será vaiada ou não.

Sobre o jogo Joachim Löw, treinador da Alemanha, fez um chamado à vida real aos seus jogadores para não perderem a concentração e ao mesmo tempo os elogiou por não terem caído em ufanismo com o resultado em Belo Horizonte. Lembrou que futebol é atitude.

Já na rede social, alguns argentinos partiram para provocação e grosseria, pedindo que a Seleção massacre os "nazistas". Falam em aplicar à Alemanha o "Maracanazo", lembrando a Copa de 1950.   

Maradona, como comentarista de uma TV, também não falou coisas muito elegantes. Estas declarações com a presença de presumidos 60 mil portenhos no Rio de Janeiro dão um tempero forte à tarde de domingo, dentro e fora do estádio.  Alguns jornais europeus chamam atenção sobre a segurança, principalmente sobre o que poderá acontecer fora do Maracanã após o jogo. Outro alerta é sobre o retorno de grupos radicais mascarados. Ninguém pode subestimar o clima emocional do contexto do evento. O governo estadual do Rio de Janeiro já informou que será constituído um contingente de segurança com 26 mil integrantes.

Mas os temores da violência não devem gerar sombras ao espetáculo. O desempenho dos jogadores seria prejudicado. O evento em si já coloca um peso emocional muito grande sobre cada atleta. Eles sabem que desempenharão o papel de personagens mundiais durante 90 minutos diante dos oniscientes olhos eletrônicos, que nada poupam.  

Acredita-se que uma terça parte da população do mundo acompanhará o evento na tela da TV. Quem tiver mais equilíbrio emocional para lidar com tamanha responsabilidade cometerá menos erros. E tudo o que não se pode fazer numa Copa do Mundo é cometer erros.

Portanto, o resultado é imprevisível. 

 

 

Torcedora alemã. Fotos - crédito: Bild/de

Alemanha - Argentina - Copa do Mundo - Seleção da Alemanha

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