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Jogadores alemães respeitaram a Seleção Brasileira

Por Lauro Patzer

 

Passarão anos, talvez, décadas para que a tarde de 8 de julho de 2014 no Mineirão, seja esquecida. E por conta deste resultado totalmente imprevisto, circulam pelo mundo as mais diferentes interpretações.

No Twitter, o clássico que definiu o primeiro finalista foi o evento esportivo que registrou o maior número de tuítes da história da rede: 300.000 mensagens por minuto. Foram 66 milhões de pessoas em todo o mundo que realizaram mais de 200 milhões de interações no Facebook das 17 às 19 horas. Um recorde para a rede social. Algo sem precedentes na história da comunicação. Uma evidência clara de um mundo interligado pela conexão instantânea e ao mesmo tempo uma pá de cal em cima daqueles que alguns anos atrás erguiam bandeiras "antiglobalização".  

Não foi diferente com os jornais em sua plataforma digital. Jornais ingleses e americanos afirmaram que os jogadores brasileiros foram atropelados por "panzers" (os gigantescos tanques de guerra alemães da Segunda Guerra). Já alguns jornalistas germânicos, não gostaram da comparação, afirmando que tais clichês morreram na década de quarenta. Nem o discreto The New York Times se omitiu de comentar o soccer. Prudentemente lamentou a sorte do Brasil e elogiou a boa atuação da Alemanha.

Mas a resposta mais acertada foi dada pelos próprios jogadores alemães ao comemorarem os gols com bastante discrição. No término do jogo abraçaram seus adversários e cumprimentaram o Felipão. O próprio treinador Löw, não demonstrou ufanismo na coletiva e deu a entender que a Seleção Brasileira merece muito respeito e que se houvesse um segundo jogo, certamente, o resultado não seria esse.

Lucas Podolski, reserva da Alemanha, usou as redes sociais para apoiar o futebol brasileiro. Pediu respeito com uma mensagem em português: "o mundo do futebol deve muito ao futebol brasileiro, que é e sempre será o país do futebol.” Ao longo da Copa  chegou, inclusive, a posar em fotos com camisas de diversos clubes brasileiros. Podolski afirmou: "todos nós crescemos vendo o Brasil jogar, nossos heróis que nos inspiraram são todos daqui... O mundo do futebol deve muito ao futebol brasileiro, que é e sempre será o país do futebol''.

Acho que a atitude do atleta revela a grande diferença do selecionado alemão: o respeito ao adversário e a consciência de que futebol é antes de tudo um esporte, que durante a competição o adversário não pode ser tratado como um inimigo da pátria.

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