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Máscaras da Vida

 

Máscaras... Quando pensamos em Carnaval, pensamos em máscaras e na folia que as mesmas arrastam, no esquecer de convenções, regras e preocupações... Pelo menos durante o tempo que a época festiva dura! No entanto, embora a máscara esteja associada ao Carnaval, tempos houve que o simbolismo da mesma era outro muito diferente!

Ao longo da história podemos encontrar a máscara associada tanto a rituais de guerra como de paz, tradições religiosas, satânicas e nas mais diversas tribos ou cultos. Por exemplo, os gregos associaram a máscara ao teatro, fazendo dessa um acessório fundamental no mesmo já que se critica a personagem que queriam interpretar ao fazer uma máscara desproporcional ao corpo e com os traços bem vincados, de forma a que o público pudesse associar a mesma à personagem.

E, por outro lado, os egípcios utilizavam as máscaras em cerimônias fúnebres, de forma a honrar os seus mortos, sendo as mais conhecidas as de Tuntankamon e de Agamémnon.

As máscaras têm realmente servido a vários propósitos ao longo dos tempos e, em meados do séc. XVIII, em Veneza, chegou a ser instaurada uma lei que ficou conhecida como a Lei de Dodge, que proibia o uso das mesmas, visto que os criminosos utilizavam máscaras durante as vilanias, o que tornava difícil serem reconhecidos, o que levou a um aumento de criminalidade na época.

Opostamente a isso, as máscaras também têm estado desde sempre associadas aos super-heróis, que combatem o crime, salvam donzelas em perigo e resgatam criancinhas! Como é o caso do Super-Homem, Capitão América, Homem-Aranha, Batman, Zorro e tantos outros que são conhecidos universalmente e fazem as delícias de muitos nas mais variadas faixas etárias. É por isso seguro dizer que as máscaras estão desde sempre (e muito antes de estarem associadas ao Carnaval) ligadas a extremos e simbolizam tanto o bem como o mal!

Mas existe um contexto que fica de fora quando nos lembramos das máscaras, mas que, no entanto, está presente no universo de todos nós, desde que o mundo é mundo. As Máscaras Invisíveis, como decidi designá-las. Mas que muitos conhecem por máscaras de falsidade, tristeza, proteção, hipocrisia, raiva, defesa, indiferença, profissionalismo... São tantos os motivos... São tantos os que as usam... Pior de tudo é mesmo quando não sabemos que estão “presentes” e nos vemos envolvidos em “Carnavais” próprios, fora de época e não tão divertidos assim.

Existem pessoas que já não sabem viver sem as suas tão preciosas máscaras e com isso acabam por destruir tudo que as rodeia, deixam de saber reconhecer os momentos e pessoas em que elas se tornam desnecessárias. Deixam de saber reconhecer valores como a verdade, o carinho e a bondade... A certeza, esperança e a pureza entre outros que tanto podem fazer de bom por todos nós!

Com isso destroem o seu mundo e por vezes o mundo de muitos que (pelos mais variados motivos, seja por incertezas, falta de experiência, tristeza ou até cansaço) cruzam o seu caminho e com isso deixam de acreditar ser possível viver num mundo sem máscaras e onde a transparência seja palavra de ordem... Ou seja... As máscaras de uns... Destroem a esperança e a pureza de outros!

Um ano inteiro a usar máscaras, sejam elas inconscientes, impostas ou por opção, faz com que o mundo perca a beleza e o encanto que verdadeiramente podia ter, infelizmente, tornam-se imprescindíveis em muitas situações. E vemo-nos forçados a usá-las queiramos ou não...

Chegados ao Carnaval, o uso das máscaras alivia tudo isso e, através de uma máscara, esquecemos por momentos todas as diversas máscaras que nos vemos a usar diariamente ao longo da vida... Irônico como algo que tanto nos oprime consegue ser ao mesmo tempo o que nos traz uma réstia de liberdade e o romper temporário das “amarras” que carregamos tão pesadamente. Mas as Máscaras da Vida conseguem ser um pouco de tudo... E esse tudo é que nos faz caminhar e sorrir e seguir em frente!

Até porque se pensarmos bem, quando estamos tristes, colocamos a máscara do sorriso e sorrimos, quando estamos fracos, colocamos a marca da força e ganhamos talento... Dessa forma parecendo que não, as máscaras, como uma pilha, conseguem ter dois pólos diferentes... O negativo e positivo. Como todos nós. Temos um lado bom e um lado mau... Cada um alimenta o lado que bem entende e isso é que marca a diferença entre nós como seres humanos!

Eu (apesar das máscaras) continuo a acreditar que o ser humano ainda tem muito para dar, muita máscara boa para usar e muito pólo positivo para energizar. Por isso, venham as máscaras, venha o Carnaval... Venha a vida... Porque o importante mesmo é continuar a acreditar... Com Máscara ou sem ela!

Carnaval - Psicologia

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