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Drones cada vez mais evoluídos e a utopia da guerra sem sangue

 

Por Lauro Patzer

 

A tecnologia é um crescente aperfeiçoamento em cadeia. Por exemplo: qual é a relação de um controle remoto com um avião? Alguns anos atrás, a resposta era: nenhuma.  Hoje, aquele aparelhinho inventado pelo físico austríaco Robert Adler tornou-se um utensílio doméstico indispensável: serve para acionar a televisão, o ar-condicionado, as cortinas, o portão eletrônico, abrir e fechar as portas do carro.

 

Mas o conceito controle remoto está muito além do cotidiano doméstico. Sem falar nos satélites, lembramos a proliferação de aviões controlados remotamente por softwares e programas digitais em bases militares. São os aviões conhecidos como drones de tipos e tamanhos diferentes. Estas aeronaves não tripuladas, controladas remotamente de uma base por um piloto especialmente treinado são úteis tanto para finalidades civis como militares. Outros com tamanho próximo aos aviões convencionais estão armados com mísseis e bombas.

 

O uso de drones tem crescido rapidamente nos últimos anos, porque ao contrário de aeronaves tripuladas eles podem permanecer no ar por muitas horas. O Zephyr, um drone britânico, quebrou o recorde mundial voando por mais de 82 horas sem escalas, voando numa altitude de 21.562 metros, praticamente invisível ao olho e inaudível ao ouvido humano. O projeto do Zephyr não está finalizado. Versões mais avançadas estão em andamento com a utilização da energia solar durante o dia e com o uso de baterias durante a noite. A meta é a sua manutenção no ar por um tempo indeterminado. Ele é mais prático que um satélite. Sobrevoa qualquer área e retorna a qualquer hora, caso necessário. Não precisa de foguetes para ser impulsionado e seu custo também é bem menor. Pois os drones têm olhos manipuláveis pelo comando de sua base: enxergam o movimento humano nas ruas, vasculham áreas fronteiriças. Os drones são usados em Israel como apoio para ações militares, com uma importante participação na Operação Pilar de Defesa (sobre Gaza, em 2012).

 

Silenciosas e discretas, essas pequenas aeronaves são o orgulho das forças armadas israelenses. Já nos Estados Unidos, os 51 estados contam o auxílio dos drones. “Sabemos que a tecnologia pode trabalhar mais rápido e melhor do que nossos cinco sentidos, que são limitados. Tirar o fator humano do campo de batalha e enviar ferramentas que sabem como fazê-lo é melhor e mais fácil", afirmou Tzvi Kalron, gerente de marketing da Israel Aerospace Industries, numa entrevista sobre os drones. Israel é atualmente considerado o maior exportador de drones no mundo.

 

As futuras guerras, para alguns, poderão ser algo parecido aos jogos de videogame. Em abrigos com ar-condicionado e todo conforto, os beligerantes usam seus controles num jogo para derrubar os drones inimigos e atacar as suas bases.  Quem derrubar e destruir mais, vence! Seria a utopia da guerra sem sangue?

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