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Na Academia de Artes francesa

Sebastião Salgado

 

Um brasileiro na Academia de Artes da França

 

Por Themis Pereira de Souza Vianna

 

Sua posse no dia 6 de dezembro de 2017

 

Fiquei muito feliz ao receber a notícia do ingresso de Sebastião Salgado na Academia de Belas Artes francesa. Pela primeira vez um brasileiro entra na Academia e se torna um imortal na França. Há bons motivos para manifestar por escrito esse júbilo. Em 2011 publiquei um livro com o tema FOTOGRAFIA DE SEBASTIÃO SALGADO, enfatizei no texto o seu livro Êxodos. O ponto alto da minha obra foi o de mostrar a importância do fotojornalismo nos lugares mais soturnos da humanidade (para não dizer, os mais pobres, os mais miseráveis). Salgado não escondeu os corpos em decomposição vitimados pela fome. A sua coleta de imagens abrangeu a geografia de mais de 40 países. Ele perseguiu ao longo dos anos os grupos de migrantes dos refugiados e das pessoas deslocadas em diferentes culturas. O grande destaque, porém, é a miséria da África: Angola, Moçambique, Somália, Serra Leoa, Chade e Eritreia.

Salgado costuma afirmar sobre o seu trabalho: “Minhas fotografias são um vetor entre o que acontece no mundo e as pessoas que não têm como presenciar o que acontece”. Ele também acredita que a pobreza e a destruição do meio ambiente estão vinculados.

 

Perfil

Sebastião Ribeiro Salgado nasceu em Aimorés, 1944, Minas Gerais. É o sexto e o único filho homem de uma família de oito pessoas. Estudou economia.  Mas sua vocação foi a fotografia e passou a trabalhar como fotógrafo independente para agências internacionais. Passou a produzir fotos para a Folha de São Paulo, revista Marie Claire, Claudia, vogue, IstoÉ.

Engajou-se na ONG Médicos sem Fronteiras cobrindo a seca no Norte da África. Com a sua mulher, Lélia Wanick Salgado, apoia atualmente projetos de reflorestamento, entre eles, o de Minas Gerais. Tem também um projeto apoiado pela UNICEF.

Outras obras: Américas (1986), Sahel, o homem em perigo (1986), The Human Hand (1993), Terra (1997), Êxodos (2000), África (2007), Gênesis (2013), Coffee grounds (2015) e Kuwait, um deserto em chamas (2016).

Salgado reside em Paris. E enfatizo com orgulho, eu tive o privilégio de ter sido recebida por ele e dona Lélia, em seu escritório na capital francesa. E, ao saber de sua entrada na Academia de Artes francesa, senti a obrigação de escrever e espalhar esse fato notório, que me orgulha e também orgulha todos os brasileiros.

 

Até hoje, nenhum brasileiro conseguiu essa façanha.

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