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O domingo da verdade

 

Por Themis Pereira de Souza Vianna

 

 

 

Posso dizer que tive uma pequena participação nos protestos neste domingo em Porto Alegre. Fui ao Parcão, no Moinhos de Vento e gravei um pequeno vídeo. O que ouvi e vi foram pessoas bem humoradas sacudindo os bonecos "pixulecos" de Lula vestido como presidiário, não vi nenhuma bandeira de partido político ou de qualquer sindicato, apenas a bandeira brasileira. O que havia sim, muitos cartazes e banners com dizeres: "fora Dilma, fora Lula, fora PT". Todos associados à corrupção. 

Segundo dados da Brigada Militar, estavam ali cerca de 100 mil pessoas (para os organizadores 140 mil).

Já pela televisão acompanhei o protesto que se deu em todo o Brasil. O que se viu foi um verdadeiro fenômeno de massa espontâneo, que pede um basta ao atual sistema. O que se viu foi um não definitivo ao petismo populista. Um partido cujo símbolo está colado à mentira e à corrupção e à canalhice. Perguntem na rua a qualquer pessoa, o que lembra a bandeira do PT?

O partido que se vangloriava de trazer o povo as ruas, nesse domingo se apequenou. Em São Bernardo do Campo, a Meca de Lula, apenas 500 manifestantes, segundo os organizadores, mostraram-se a favor do partido (que na verdade não passava de duzentas pessoas).

"Se quiserem me derrotar, terão de me enfrentar nas ruas”, esbravejou Lula aos seus convertidos no dia no qual foi conduzido a prestar depoimento na Polícia Federal. Afirmou que vai percorrer o Brasil inteiro e trazer o povo às ruas. De fato, Lula conseguiu nesse domingo fazer sair de casa mais de três milhões de pessoas. Mas com uma motivação bem diferente.  A voz do povo estava representada na simbologia do boneco "pixuleco" vestido de presidiário, uma voz que gritava: "fora Lula!". Alguns gritavam: "Cuidado Lula, Moro vem te pegar!"....

A voz das ruas clamava repudiou esse governo que destruiu a economia do País e esquartejou a sua maior empresa, a Petrobras. Não foi Moro ou a oposição que rebaixou o Brasil no plano internacional como País não confiável. Quem rebaixou foram as três agências de maior credibilidade: Santard e Poor´s, Fitch Rating e Moody´s. Os investimentos estrangeiros diretos recuaram neste ano 22,5%. O economista Saul Velloso afirmou que o Brasil só poderá melhorar se for mundado o modelo econômico implantado pelo petismo. E nós afirmamos que não há mudança econômica sem mudança política. 

Do outro lado da rejeição sumária dessa incompetência e corrupção endêmica, como contraste, o nome aclamado de forma uníssona foi o de Sergio Moro. Em Brasília, manifestantes criaram o "Super Moro", um boneco com roupas semelhantes às do Super-Homem. Mas a sua popularidade tem um preço. Não faltam ameaças contra a sua vida de interesses contrariados ao levar poderosos à cadeia.

O que se viu nesse domingo foi um ato gigantesco de rejeição. 

O antipetismo não veio como fruto de mídia, nem como humilhante despertar do desastroso governo petista, mas veio como uma concientização lenta, gradativa e natural. Uma coisa seguiu a outra, começando pelo mensalão, que Lula naquela época negava como algo que nunca existiu. Mas foi a Lava Jato que levantou o tapete para mostrar a sujeira escondida. E a partir daí começou uma reação em cadeia, que ainda não terminou.

Avenida Paulista, 1 milhão de manifestantes.

 

Acho que polarizar a manifestação numa dicotomia simplória de coxinhas contra petralhas é um equívoco. O que está em evidência, repito, é a rejeição do povo brasileiro ao lulopetismo.

Esse governo não precisa ser derrubado, para a decepção daqueles que acusam os opositores de golpistas.

Ele está podre.

Ninguém mais acredita em qualquer palavra oficial. Ele perdeu a credibilidade, perdeu a confiança do povo e, no meu ver, acabará ruindo pela sua própria podridão (diga-se incompetência e corrupção).

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