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Cris Saur, seu triunfo sobre o desapontamento

 

 


Por Themis Pereira de Souza Vianna


 

 

A Cris Saur é minha amiga. Tive a oportunidade de conhecê-la fora do Brasil. Bastou um breve contato para descobrirmos que ambas tínhamos muita coisa em comum na área profissional. Eu busco a minha realização na minha empresa, a EXCLUSIVE Brasil Mundo. Escrevo e publico revistas e livros. E a Cris? Bem... ela percorreu uma longa estrada interessante. Desfilou em Milão, Hamburgo, Munique, Londres, Paris, Nova York. A experiência de modelo aproximou-a de grande nomes, de estilistas  e de fotógrafos, que a levaram aos editoriais das revistas como a Vogue, Marie Claire, Vip e outras. O portfólio enriqueceu a sua biografia, facilitando a sua decolagem para lugares mais altos. 

Nasceu em Panambi, RS, mas tem o DNA germânico por parte dos seus ancestrais que vieram da Alemanha. Seus olhos azuis e seus cabelos loiros selam a sua origem.

Estudou teatro em São Paulo e Nova York. Em Los Angeles tomou aulas de fotografia. Passou a atuar em filmes de curta metragem. Depois, deu um passo adiante, passou a dirigir filmes de curta-metragem, atingindo o ideal do seu trabalho sonhado.  

Ao longo desse tempo ela somou conhecimentos e habilidades. Mas, trabalhar nessa área é quase impossível passar em branco sem vivenciar profundos desapontamentos. Ela não foi uma exceção. Experimentou agruras profissionais e pessoais, que a machucaram muito. Mas não se deixou abater. Com persistência, driblou a adversidade, e com o seu talento e a sua determinação pelo trabalho, superou as vicissitudes. 

Conhecendo a sua história, passei a admirá-la. Não só isso, mas a identificar-me com o seu espírito de persistência, o que me serviu de empurrão para os meus momentos de crise. Pois não é fácil ter uma empresa, num meio competitivo, crítico e adverso. Aprendi a escolher as pessoas certas para trabalharem comigo para que os produtos sejam acolhidos com satisfação.

Afinal, ambas trabalhamos com elementos culturais: filmes, documentários, revistas, livros. Ambas nos realizamos no que fazemos. Todos os nossos cuidados e todos os nossos anseios gravitam em comum. Nossas frustrações e nossas conquistas também. 

Escrevi numa crônica anterior: "Desapontamentos profundos são fortes e resistentes. Basta alguma fragilidade do nosso dia a dia, e lá vêm eles, afloram e voltam a machucar. Há muitos exemplos práticos, mas quero focar as mulheres vítimas do machismo arrogante. Desprezadas e reduzidas a objetos de pancadas verbais e até físicas por homens boçais e vazios por dentro. Mulheres colocadas para baixo, lá onde a dor da amargura é mais sentida".

Naquela crônica me lembrei da Cris, sobremaneira, diante da letra da música da Cher (Belive), 

"Você acredita em vida após o amor

Eu posso sentir algo dentro de mim dizer

Eu realmente não acho que você é forte o suficiente

Você acredita em vida após o amor

Eu posso sentir algo dentro de mim dizer

Eu realmente não acho que você é forte o suficiente

Você acredita em vida após o amor

Eu posso sentir algo dentro de mim dizer

Eu realmente não acho que você é forte o suficiente

Você acredita em vida após o amor

Eu posso sentir algo dentro de mim dizer

Eu realmente não acho que você é forte o suficiente.

(...)

Eu não preciso mais de você

Não, eu não preciso mais de você."

 

A tradução pode não ser exata, mas expressa o que temos em comum: a superação depois do desapontamento. 

 

Cinema - Cris Saur

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